14 de abr de 2012

Sarau na praça - abril de 2012


Alunos da Produção Literária assistindo ao sarau

Numa semana de intensa atividade, um dia após o encontro com o escritor Cristovão Tezza promovido pelo SESC Araraquara, a Produção Literária compareceu ao segundo Sarau na Praça do ano, que desta vez, por conta das chuvas, não aconteceu no pátio da Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade, mas sim no saguão inferior. O evento foi anunciado na Agenda Cultural da Prefeitura Municipal de Araraquara.

Lúcia Reino
Na ocasião, além de visitarmos a exposição "Poesia", em cartaz na biblioteca, tivemos a presença de Lúcia Reino a distribuir as finas flores da música popular brasileira, num espetáculo sincero e amigo, acompanhada por Cléber Fogaça, músico e arranjador. Também houve o lançamento do livro Simplesmente Amor, de Ed Maranhão (Edmilson Silva Rego). Em produção independente, o Autor apresentou versos, contos e crônicas, cujos excertos foram declamados ao público. A obra será divulgada nas bienais do livro de Belo Horizonte e de São Paulo.

Vários poemas foram declamados pelos participantes do evento - inclusive uma longa homenagem em verso aos mais famosos poetas brasileiros do século passado, composta essencialmente por trechos de seus mais famosos poemas. Lemos um poema, no estilo sequência de palavras, composto naquela mesma manhã, e mais dois de nosso colega Nicolas Silva, também presente à ocasião. Dois deles transcrevo a seguir:



Desencanto canto nesse desencanto desse  encanto tanto quanto vez em quando tez  entanto vês enquanto entretanto desde canto nesse desencanto desse encanto tanto quanto vez em quando tez em tanto vês enquanto entre tanto desde canto nesse desencanto dês se encanto tanto quanto vez em quando tez entanto vês enquanto entretanto desde desencanto
 desencanto.

Quando desde desencontro reencontro neste antro vai-se desencanto deste canto e vem o encanto.

Assis Furtado




Assis Furtado
É, tenho que estar aqui.
Um jovem poeta vos fala.
O que tenho a dizer,
Se não nada
Que já sempre é dito,Mas continua sendo falado,
Escrito e cantado,
Pintado e roubado?

Um poema que busca rimas

Esquece o dilema
De dizer conciso
O que há de espesso;
E rumo versos,
Narro histórias
Vivo trama e drama,
Mas ainda, sim,
Aqui estou porque
Você me chama:
Me pede ar e vida
- uma história de outrora
 - um poeta seu
Que diga o que quer dizer
E que expresse âmago,
Essência, origem.
E aqui estou,
À sua frente,
Recitando e versando poesia
Livre nessa angústia
De quem pode tudo
Rimar quando lhe calhar,
Do começo ao avesso,
De quem precisa e avisa,
E ainda, sim, continua
A verbar versos versáteis,
Para apenas preencher
E encher o tempo
De quem vem admirar
Um poeta que escreve,
E escreve, e escreve,
E não diz nada.


Nicolas Silva





O evento foi fotografado por Pâmela Lino.


Visite o blog de Nicolas Silva.



Saguão inferior da Biblioteca


2 comentários:

  1. Lúcia Reino18/04/2012 14:16

    Foi uma honra para mim cantar na biblioteca municipal de Araraquara.Agradeço a prefeitura e a secretária da cultura, enfim todos os que trabalham para valorizar os artistas de nossa cidade.muito obrigada !Lúcia Reino

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  2. A honra foi toda nossa, Lúcia!
    Um grande abraço!

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